A chef Renata Vanzetto faz ensaio em mesa festiva com as mulheres da família: 'Sempre foram felizes'

Ao redor de uma mesa festiva, Renata Vanzetto, cozinheira à frente de oito restaurantes de São Paulo, compartilha a alegria e as memórias com as mulheres de sua família, que são também sócias e parceiras nos negócios

Por , redação Marie Claire


O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família Guilherme Lopes e Laion César

Vó Cida fazia uma receita de batata com quatro ingredientes bem simples: creme de leite de caixinha, caldo em cubo industrializado, manteiga e as batatas propriamente. Também oferecia uma palha italiana, doce bem chocolatudo, que Renata Vanzetto conhecia apenas como “biriba”, como o clã familiar chamava. Os dois pratos fazem parte do cardápio do restaurante Muquifo – que a imprensa especializada costuma dizer que serve “comida afetiva” –, um dos oito comandados pela cozinheira. Mas não sozinha.

Além dos sócios investidores e dos que atuam com ela no operacional, a profusão de empreendimentos de Vanzetto, concentrados no Grupo Eme, conta com sociedade com essas mulheres da vida dela. São eles: Muquifo, Matilda, Ema, MeGusta, Mé Taberna, Mi.ado, Mico e Pescadora (em Ilhabela). A mãe, Silvia, de 64 anos, “que não cozinha um ovo frito”, e a tia Rejane são sócias em tudo que ela tem. A tia Ana, de 67 anos, trabalha no bufê que ela abriu para atender em São Paulo. As tias Patricia, 60, Suzana, 74, e Thais, 79, têm uma empresa de locação de louças para evento que também dá suporte às empreitadas de Vanzetto.

O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família — Foto: Guilherme Lopes e Laion César

Também fizeram parte desta sessão de fotos a irmã, Luiza, 32, que cuida do marketing e da comunicação do grupo, e a prima, Aline, de 42, que toca o bufê em São Paulo. Fica tudo em casa e, justamente por isso, a vida pessoal e a profissional de Renata, reconhecida por sua atuação na gastronomia há mais de 15 anos, se misturam.

O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família — Foto: Guilherme Lopes e Laion César

Das inspirações dos preparos de Vó Cida às memórias que Vanzetto construiu e constr��i toda vez que se reúne com esse grupo, tudo é alimento para projetos e realizações.

Renata, que tem três filhos, Ziggy, 5 anos, Max, 2, e Suri, 1 ano, e é casada com o arquiteto Cassiano Bonjardim, é resultado, como toda pessoa é, daquilo que fizeram com ela e daquilo que ela fez por si. Tendo vivido até os 18 anos em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, ela conta que nasceu em meio a uma crise financeira dos pais – eles eram ricos, a ponto de andarem de helicóptero e morarem em uma cobertura, mas perderam tudo e viveram dias em que a luz e a água eram cortadas por falta de pagamento das contas; depois, se separaram –, mas cresceu sempre com a família, cheia de mulheres, reunida. Se é para resgatar coisas boas, Vanzetto diz que gosta de lembrar das mesas de Natal entre os parentes. “Eram maravilhosas, cada uma levava uma coisa. Eram mulheres, eu penso, que tinham suas questões, especialmente amorosas, mas que sempre foram muito felizes.”

O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família — Foto: Guilherme Lopes e Laion César

Foi ainda na infância que se arriscou a mexer nas panelas. No começo da adolescência, quis viajar para a Europa para estudar gastronomia. Tia Rejane deu a ideia de ela fazer um bazar de roupas de todas as mulheres da família para conseguir bancar a experiência.

O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família — Foto: Guilherme Lopes e Laion César

“Elas mandaram malas e malas do que tinham, e eu consegui a grana para viajar.” O currículo da cozinheira autodidata ganhou, então, uma anotação parruda: em 2011, ela fez um estágio de um mês com o chef René Redzepi na cozinha do dinamarquês Noma, então considerado o restaurante número 1 do mundo pelo The World’s 50 Best da revista inglesa Restaurant.

Hoje, Vanzetto flutua entre os adjetivos chef, cozinheira, empresária e influenciadora – este último, algo que cresceu nos últimos três anos. “No começo, fazia parte do time dos preconceituosos com a profissão de influenciadora. Mas é um puta trampo: tem que ter inteligência, saber falar, produzir o conteúdo, fechar os contratos. De três anos para cá, não dá para negar esse viés. Mas o que eu amo é ser cozinheira. É criar pratos.”

Acompanhando a rotina dela e da família, a mais próxima e a estendida, são 230 mil seguidores no Instagram. Por lá, a cozinheira também faz publicações em associação com marcas de roupa, dá as receitas que o público mais adora e, claro, divide os momentos mais cotidianos.

A rotina e o tempero

O banquete maravilha de Renata Vanzetto e a família — Foto: Guilherme Lopes e Laion César

De segunda a sexta-feira, Renata Vanzetto se reveza entre o trabalho no escritório e nos restaurantes para dar conta da operação das equipes – são 250 funcionários. Acorda cedo, toma café e deixa os filhos na escola. A partir daí, se ocupa com tarefas como mudar o cardápio dos estabelecimentos ou criar menus especiais. Para tudo, tem tempero. “Eu sou temperada, seja para um lado mais asiático, com gengibre e coentro, ou mais ‘italianudo’, com queijos e molhos. Até mesmo em casa, nunca vou fazer uma canja normal. Sempre vou colocar uma pimenta. Acho que nasci com esse paladar. Pequena, pedia para minha mãe colocar limão no feijão e às vezes pegava aquele sal temperado horroroso e comia puro de colher.”

Além de definir o que vai à mesa de cada restaurante, pensa na decoração dos salões que recebem o público, coordena o lançamento de produtos da Mercearia Maravilha (a marca de acessórios para a casa e comidinhas tem loja física e vende pelo site para todo o Brasil) – como o de molhos industrializados – e faz o conteúdo para as redes sociais.

Vai equilibrando os pratos. “Desde que abrimos o Mercearia, tenho me sentido mais sobrecarregada, porque já tinha a rotina mais louca do mundo. Quando abriu, fiquei nervosa, tive queda de cabelo. Então, não dá para dizer que sou uma pessoa tranquila, mas, mesmo com tudo isso, faço minhas fugas para a natureza.”

Renata costuma equilibrar a aceleração profissional com o descanso “sagrado” aos finais de semana com os filhos. “É raro eu trabalhar nestes dias, sempre vou para o sertão do Camburi [também no Litoral Norte], Ilhabela ou para o interior de São Paulo. Cheguei em um momento da vida que deixo de aceitar coisas de trabalho no final de semana para estar com eles.”

Renata Vanzetto e o banquete com a família

11 fotos
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