Saúde

Por Aline Naomi (@lineenaomi)

“Nunca mais eu vou beber”, diz a pessoa com ressaca. Todos nós já declaramos essa falácia após um dia (ou noite) de bebedeira. Às vezes até conhecemos algumas estratégias para prevenir o mal estar (ou curá-lo, quando os excessos já foram cometidos), mas com a chegada do Carnaval podemos esquecer de todas elas — afinal, existem outras decisões a serem tomadas, como a qual bloquinho ir ou qual fantasia usar.

Não se preocupe. Vá comprar sua saia de tule tranquilamente, pois separamos aqui as principais orientações para você aproveitar todos os dias de Carnaval sem ressaca.

O álcool no organismo

Antes de começar, é importante entender como o álcool afeta nosso corpo. A substância é metabolizada em nosso fígado, onde se transforma em acetaldeído, um composto muito tóxico. “Ressaca ocorre quando uma pessoa ingere uma quantidade muito grande de álcool e acaba tendo os efeitos tóxicos de seus metabólitos”, explica Rogério Alves, médico gastro-hepatologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e presidente da Associação Paulista para o Estudo do Fígado.

Só para te lembrar, entre os sintomas da ressaca estão a desidratação, a dor de cabeça e o enjoo. A longo prazo, o consumo frequente e exagerado do álcool pode trazer danos não só ao fígado, como a cirrose, como também ao pâncreas, ao coração e à medula. Há ainda casos de demência causados pelo abuso da substância e outras doenças nos demais sistemas.

Como prevenir a ressaca

É difícil definir a quantidade ideal de álcool a ser consumida para não ter ressaca, uma vez que isso depende de fatores como o peso ou a suscetibilidade da pessoa à substância. Por isso, a estratégia é tentar consumir a menor quantidade de álcool possível e facilitar o trabalho de seu fígado. Confira as dicas:

  • Não beba em jejum. Quando comemos, o álcool demora para chegar ao fígado, dando mais tempo ao órgão para metabolizá-lo;
  • Enquanto bebe, intercale uma dose de bebida (leia-se uma taça de vinho, uma latinha de cerveja ou uma dose de destilado) com a água. Isso evita a desidratação e diminui a concentração da substância no corpo;
  • Dê um tempo entre uma dose e outra e beba devagar. Assim, você dá mais tempo para seu fígado metabolizar o álcool ingerido.

Vale desmistificar que misturar diferentes tipos de bebidas alcoólicas não piora a ressaca. Na verdade, o que faz você ter ou não os sintomas no dia posterior é justamente a quantidade de álcool ingerida.

Há ainda medicamentos que são ingeridos antes da bebedeira para, supostamente, evitar a ressaca. Rogério explica que eles não previnem os sintomas: “Você já toma profilaticamente [preventivamente] um remédio para a dor de cabeça e para o enjoo, que você pode ter depois de ingerir muito álcool”, explica o médico.

Ele ainda reforça: “O ideal é que a pessoa beba com moderação e procure se hidratar enquanto bebe, lembrando que o mundo não acaba na quarta-feira de cinzas”, orienta.

Não cheguei neste texto a tempo

E, por isso, a ressaca veio aí. A recomendação do especialista é beber bastante água para reidratar o corpo. Isso porque o álcool inibe um hormônio antidiurético e, consequentemente, faz nosso corpo perder água. “Por isso que, quando a gente bebe, a gente acaba urinando mais”, exemplifica Rogério.

Também é importante fazer uma refeição leve. O ideal é dar preferências para carnes mais leves, como o frango (no caso das brancas) ou a fraldinha (no caso das vermelhas) e apostar em carboidratos como o arroz ou o purê de batatas. "Normalmente o estoque de glicose do organismo está meio baixo, então o carboidrato vai ser uma boa fonte de energia", explica Rogério.

Outra dica é evitar o consumo de frituras. Isso porque o álcool agride a mucosa do estômago, e consumir alimentos muito gordurosos pode fazer mal ao organismo.

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