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Por Maria Sarah, para o EU Atleta — São Paulo


Na busca por resultados rápidos, muitos se veem tentados a copiar o treino do colega de academia, mas será que essa é realmente a rota mais segura para o sucesso fitness? A busca por motivação é natural, mas cada corpo é único e o que funciona para um pode não ser o melhor para outro. A chave para uma jornada fitness bem-sucedida é a personalização. Consultar um profissional de saúde ou um treinador antes de embarcar em um novo programa de exercícios é essencial.

Esses especialistas podem realizar avaliações detalhadas, levando em consideração a saúde física e emocional de cada um, para criar um plano de treino adaptado às necessidades e aos objetivos individuais. E copiar o treino de outra pessoa ainda oferece riscos, de acordo com o médico ortopedista Andre Tsai.

Mulheres na academia: fazer exercício ao lado de amigos pode ser muito proveitoso, mas não se deve seguir o mesmo treino — Foto: iStock

Riscos de copiar o treino de outra pessoa

- Carga inadequada para o seu perfil:

Assim como escolher um calçado confortável para caminhar, a carga certa é essencial para o conforto durante o treino. Optar por uma carga inadequada pode não só comprometer o desempenho, mas também aumentar o risco de lesões. Vamos escolher os pesos como quem escolhe bons companheiros de dança, ou seja, que estejam em sintonia com o nosso ritmo.

- Objetivos distintos:

Cada um tem o próprio mapa de treino. Se seguir o caminho do colega, pode acabar se perdendo em direção aos próprios objetivos, que talvez não sejam os mesmos que os dele e, se forem, vocês possuem particularidades físicas diferentes, assim como todo mundo. A orientação de um profissional é como ter um GPS personalizado, garantindo que você esteja no caminho certo.

- Lesões específicas:

Assim como um médico leva em consideração o histórico de saúde antes de prescrever um tratamento, respeitar as lesões específicas é vital para um treino seguro. Ignorar essa precaução pode levar a complicações, como tentar correr com uma perna enfaixada.

- Estímulo inadequado:

Cada corpo responde de maneira única ao estímulo do treino. Treinar sem personalização é como usar um remédio sem saber a dose certa - pode não ter o efeito desejado ou até causar efeitos colaterais indesejados. Garanta que o treino seja como uma receita bem ajustada, promovendo a saúde sem riscos desnecessários.

Alongamento pode ser copiado?

Os alongamentos não são apenas sobre alcançar os dedos dos pés ou tocar o céu com as mãos. Eles são uma conversa silenciosa entre os músculos e a mente, um lembrete gentil de que precisamos cuidar de nós mesmos. Ao estender os braços e pernas, estamos dizendo ao nosso corpo: "Estou aqui para você".

Mulher faz alongamento: exercícios antes de treinos podem ser compartilhado, desde que ambos estejam nas mesmas condições — Foto: iStock

Não se trata apenas de flexibilidade física, mas também de uma pausa no dia. É um momento em que nos conectamos conosco, respiramos profundamente e liberamos a tensão acumulada. Por ser uma atividade mais leve, será que pode ser copiada?

— Sim, em algumas situações podemos realizar o mesmo alongamento, desde que as pessoas envolvidas estejam na mesma faixa etária e não apresentem problemas físicos — sinaliza Andre.

Seguir as orientações do treinador é a melhor forma de conseguir um bom resultado. Afinal, ele está por dentro das avaliações físicas, da porcentagem de gordura corporal, da altura, do condicionamento cardiorrespiratório, das preferências individuais, do histórico familiar, da alimentação das horas de sono, da coordenação motora, da consciência corporal, do tempo disponível e do histórico de lesões.

Em vez de copiar cegamente o passo de outra pessoa, que tal dar um passo em direção à própria autenticidade? Abraçar sua singularidade na jornada de exercícios é como decorar a própria trilha na floresta. Há muitas descobertas pelo caminho.

Fonte:

André Tsai é médico ortopedista graduado pela Universidade de São Paulo (USP) em 1999, com formação em Ortopedia, Traumatologia e Acupuntura e atuação em Dor. Tem pós-graduação em Medicina Tradiaional Chinesa e Acupuntura pelo Chang Gung Memorial Hospital, Republica da China, Taiwan entre 2006 e 2007. É coordenador do Curso de Especialização em Acupuntura do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clinicas da USP e vice- supervisor da Residência Médica em Acupuntura do HC/FMSUP.

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