São Paulo, Domingo, 21 de Novembro de 1999
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Comitê quer combater a obscuridade

do enviado ao México

Para o presidente do CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro), João Batista Carvalho e Silva, 46, a falta de conhecimento do desporto paraolímpico pelos brasileiros é o motivo pelo qual este se manteve até hoje na obscuridade no país.
Essa falta de conhecimento, segundo ele, decorre da ausência de grandes eventos. Desse modo, a mídia acaba não se interessando, e não há o surgimento de ídolos.
Em 1996, ano da Paraolimpíada de Atlanta, Carvalho e Silva disse que o apoio do então ministro dos Esportes, Pelé, "deu ao desporto paraolímpico uma nova dimensão". E também credibilidade. "O Pelé não emprestaria sua imagem para uma irresponsabilidade."
Mas faltou uma "solução de continuidade", acrescentou ele, que deve acontecer agora com o patrocínio do Banco do Brasil. "Eles me apresentaram um plano, e me senti perplexo. Realizá-lo seria a chegada ao paraíso", disse Silva, cuja mulher é paraplégica. "A expectativa é que o desporto paraolímpico, em cinco anos, seja tão difundido quanto o vôlei."
No Pan-Americano, neste mês, o BB participou com R$ 200 mil nos gastos da delegação brasileira, que teve 162 atletas. Outros R$ 449 mil vieram do Indesp (Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto).
Na Paraolimpíada de Atlanta, com 58 atletas, o Brasil competiu em dez modalidades e obteve 21 medalhas (duas de ouro, seis de prata e 13 de bronze), divididas entre judô (uma), natação (nove) e atletismo (11).
Na de Sydney, Carvalho e Silva disse que o país estará presente em 12 modalidades (são 19 no total), com cerca de 70 atletas. (LC)


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